domingo, outubro 08, 2006

Big Brother


















A União Europeia concordou em disponibilizar à CIA e a outras Agencias de segurança dos Estados Unidos, 34 dados pessoais sobre cada um dos passageiros europeus que viajem para os EUA.
O nome, endereço, numero de telefone, modalidade em que pagou o bilhete de avião, o itinerário da viajem, o tipo de comida que pediu no avião, o número do seu cartão de crédito, são alguns dos dados que as autoridades europeias fornecerão às agencias norte americanas.

"Alguns dirigentes do PS deixaram de acreditar numa sociedade solidária"

(...)
"O que é governar à esquerda?

É ter uma noção muito clara do que são as prioridades e ter a capacidade de projectar um modelo de sociedade solidária.

O problema é que alguns socialistas deixaram de acreditar nessa sociedade: estão no PS mas não têm uma palavra sobre a solidariedade. Quando vejo pessoas como o António Vitorino ou o Joaquim Pina Moura, interrogo-me: onde está a sociedade solidária no percurso profissional e de vida destes homens? Qual é o sentido de serem dirigentes do PS neste momento? Posso estar a cometer um erro de apreciação, mas acho que eles deixaram de acreditar.

O que deve distinguir um socialista da direita é acreditar que a sociedade pode ser mais solidária. Este é o valor básico em termos de modelo social."

Helena Roseta em entrevista ao DN
http://dn.sapo.pt/2006/10/08/nacional/alguns_dirigentes_ps_deixaram_acredi.html

Changes !!


Qualquer dia em Portugal também se pode fazer um video destes com Sócrates e Marques Mendes.

quinta-feira, outubro 05, 2006

Governo reduz salários em 1,1% e pensões até 3,1%

Pensões perdem até 3,1% Quanto aos reformados, a proposta de aumentos é diferenciada. O Ministério das Finanças decidiu manter o poder de compra apenas dos aposentados com pensões mais baixas, inferiores a 1,5 salários mínimos nacionais, ou seja, 579 euros. Já as pensões entre 579 euros e 2316 euros serão actualizadas em 1,5%, o que representa uma perda de compra de 0,6%. Quanto às pensões mais elevadas, acima dos seis salários mínimos nacionais (2316 euros), estas manter-se-ão iguais.

http://dn.sapo.pt/2006/10/05/economia/governo_reduz_salarios_11_e_pensoes_.html

quarta-feira, outubro 04, 2006

Eu vou!











Rossio - Lisboa 14h30
E tu, vives contente?

http://www.cgtp.pt/index.php

Fossa Americana




















Lucas Mendes: Fossa americana

Hoje vamos falar de fracassos americanos sem falar de Iraque.

A economia campeã mundial na corrida capitalista caiu do primeiro para o sexto lugar em competitividade. Impostos, regulamentos, custos legais e de saúde deixaram os Estados Unidos para trás.

A competitividade americana não é a única decepção. Os Estados Unidos eram líderes mundias em ciências e inovações científicas, campeões em prêmios e em número de "papers" e artigos publicados na imprensa especializada.

Há 20 anos, os cientistas americanos apresentavam 61% dos "papers" nas publicações científicas. Hoje, caíram para 29%.
Da década de 60 até 2000, os Nobel científicos eram barbadas para os americanos. Agora, estão com 51% dos prêmios, e caindo.
O mesmo está acontecendo com o número de patentes, hoje em 52%. Os asiáticos estão cada vez mais perto.

Nos concursos e campeonatos das ciências de computação, às vezes, todos os finalistas eram americanos. Não havia concorrência e, até 1989, o campeão em programação de computadores sempre foi um time americano.
Este ano, entre os 12 primeiros classificados, só um era americano. Ano passado, nenhum.

(Entre os ricos, continuam líderes mundias em analfabetismo histórico e geográfico).
Estou citando fontes americanas e vou citar mais uma. Domingo à noite um comentarista esportivo perguntava em tom histérico: "O que está acontecendo conosco? Fomos humilhados no campeonato mundial de basquete e hoje fomos humilhados no golfe contra a Europa na copa Ryder. Este ano perdemos até o campeonato mundial de basebal!"

Nas competições internacionais, 2006 tem sido um desastre para os Estados Unidos em esportes que sempre dominaram. Com algumas de suas maiores estrelas, perderam para a Grécia no basquete.
Também estrelados, levaram chumbo do Canadá e do México no basebal. No basquete feminino, não perdiam desde 94. Em São Paulo, perderam para a Rússia.

Uma teoria é a globalização. Dos 450 jogadores profissionais no basquete, 100 são estrangeiros, um número recordista.
As universidades americanas estão coalhadas de tenistas russas, golfistas coreanas, nadadores do mundo inteiro. Enfim, de atletas de quase todos os esportes que vêm estudar de graça, têm o melhor treinamento que existe e, em troca, competem pelas universidades.
Nas competições inernacionais, jogando pelos próprios países, arrebentam os americanos.

A explicação é boa, mas será verdade? Ou esta fossa é sinal da decadência do império?

O mundo torce contra os Estados Unidos.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2006/09/060927_lucasmendesac.shtml

terça-feira, outubro 03, 2006

"Recuperação económica"

Costuma dizer-se que "com o mal dos outros podemos nós be...". Não gosto da expressão - dito popular - por ser demonstrativo de um arreigado egoísmo mas ilustra o tempo que vivemos. Lembrei-me dela por o governo estar a trazer para os debates, para a praça "pública", o argumento aparentemente irrespondível dos últimos indicadores económicos.

A variação do PIB teria crescido mais que o esperado (0,9% de variação homóloga real) e por efeito da procura externa liquida, com um contributo de 2,6 pontos percentuais em resultado do elevado ritmo de crescimento das exportações.

Não se diz é que o contributo da procura interna para a evolução do PIB foi negativo, tendo diminuído 1,7 p.p , reflectindo a queda do investimento (-7,2%) e a desaceleração do consumo privado (0,1%).

Dito de outra maneira, os números melhoraram porque lá de fora nos vieram comprar coisas, enquanto cá dentro o consumo estagnou e o investimento baixou significativamente.

Motivo para tanto contentamento contentinho?Poderá, assim, adaptar-se o dito popular e dizer que "com o bem dos outros disfarçámos o nosso mal".

Mas não é apenas isso. Também chegam notícias, pelo relatório trimestral sobre a "zona euro" - de que Portugal faz parte -, que o crescimento nessa zona foi "melhor do que se esperava" e "atingiu 3,5% em ritmo anual no primeiro semestre, a mais forte taxa desde há 6 anos".

Daqui se conclui que crescemos porque lá fora, na vizinhança, se cresceu, e de novo muito mais que nós. Em "europês" continuamos a divergir dos níveis "europeus" e de forma crescente! A economia animou onde se exporta, e poucas serão as empresas portuguesas que o fazem relativamente às multi e transnacionais que aqui aproveitam os baixos salários, o investimento diminuiu em termos preocupantes e o consumo estagnou.

Não será caso para dizer que "com o bem dos outros podemos nós ml..."?

http://anonimosecxxi.blogspot.com/

Erro inteligente
















http://5dias.net/2006/10/02/direito-por-linhas-tortas/#comments

A América e os muros













Em apenas dois anos, os Estados Unidos duplicaram as ajudas à sua agricultura (milho, soja, algodão, arroz, trigo, etc.), permitindo-lhe concorrer com vantagem no mercado mundial e criar ainda mais dificuldades aos países pobres do hemisfério sul que dependem da exportação desses produtos.Para quem prega a liberdade de comércio internacional não está mau. E fica assim explicado por que é que as conversações da OMC chegaram a um impasse. E por que é que os países ricos têm de construir muros para impedir o êxodo dos países pobres que eles ajudam a tornar mais pobres.

[Publicado por vital moreira] 3.10.06

http://causa-nossa.blogspot.com/

segunda-feira, outubro 02, 2006

Noites das Saturnálias








Este fim de semana no Teatro Extremo em Almada Velha, começou uma iniciativa que pretende trazer de novo à ribalta o velho Cabaret da Coxa, que à uns anos fez um enorme sucesso nesta mesma casa.Espectáculos de vária ordem, onde o teatro, a música ao vivo e outras formas de entretenimento, têm lugar, isto à sexta feira, e ao sábado, a ideia é convidar-se gente com coisas interessantes a dizer, a conversar com gente interessada em ouvir e debater, além de uma notável ideia, que é a projecção de Pocket Videos (sim, feitos em telemóvel) e discutir os seus conteúdos após a projecção.Quem quiser participar, pode e deve enviar os respectivos vídeos para extreopocketvideo@gmail.com ou para mais pormenores visitar o site do teatro extremo In www.teatroextremo.com

"Saturnalia - an orgiastic festival in ancient Rome in honor of Saturn"

“Noites das Saturnálias”, que sobe à cena no bar do Teatro Extremo, resgata a memória das Saturnálias romanas, festas pagãs, precursoras do Carnaval que agora festejamos, dedicadas ao deus Saturno. Saturno, deus da agricultura dos antigos romanos, identificado como Cronos pelos gregos, pregava a igualdade entre os homens e era saudado com festas e um período de libertação das convenções sociais.Durante as Saturnálias não funcionavam os tribunais e as escolas e os escravos tomavam os lugares dos seus senhores, saindo à rua para comemorar a liberdade e a igualdade entre os homens, cantando e divertindo-se.

Retirado de:
http://levantoueandeu.blogspot.com/

Noticias do Iraque










Setembro foi o terceiro mês mais mortífero este ano para as tropas ocupantes com. 78 militares caídos (Abril 82, Maio 79), destas victimas 73 são soldados dos EUA. 3 Britânicos e 2 de outras nacionalidades.

Com estas mortes somam 2 718 os soldados norte-americanos mortos no Iraque. O número de feridos chega aos 19 910, dos quais se desconhece a sua evolução posterior.

Nos 3 anos de intervenção já morreram no Iraque 2 953 soldados de todas as forças ocupantes.

Muro EUA/América-Latina



















"Depois de a Câmara dos Representantes ter dado o seu aval, o Senado norte-americano aprovou sexta-feira a construção de um muro duplo com uma extensão superior a 1100 quilómetros na fronteira com o México, de forma a evitar a entrada de imigrantes ilegais no país. A decisão final está agora nas mãos do Presidente George W. Bush."

(...)

Os Estados Unidos preparam-se para construir outro muro. Tal como em Israel.A terra da Liberdade fecha-se à imigração clandestina da pior forma. Fecha-se da forma mais estúpida e, decerto, ineficaz, construindo um símbolo da sua incapacidade de confrontar a questão da pobreza com medidas mais humanas que possam, eventualmente, constituir resposta à altura do problema e da própria imagem que os EUA (ainda) reflectem no imaginário de tantos milhões de cidadãos do mundo por esse mundo fora.

Um novo muro da Vergonha.

http://www100cabecas.blogspot.com/

domingo, outubro 01, 2006

Repórteres Sem Fronteiras













A Imparcialidade dos Repórteres Sem Fronteiras

"Repórteres Sem Fronteiras" (RSF) reconhece efectivamente que a organização trabalha em publicidade e marketing quando admite que é financiada pelo Instituto Republicano Internacional,que é composto por 4 departamentos norte- americanos:
"Endowment for Democracy (NED), um serviço criado por Reagan em 1983 para apoiar os programas de infiltração da CIA na sociedade civil nos paises que se pretendem tornar dependentes, pelo NDI, a "alternativa" do Partido Democrata para o mesmo efeito, a CIPE para a área do Comércio, o sindicato AFL-CIO em nome da "solidariedade no trabalho",,, e ainda, ultimamente em especial pelo "Center for Free Cuba" (CFC), todos debaixo do chapéu de chuva da "ajuda americana" USAID.

Fica assim descoberto o porquê do seu activismo contra Cuba,

http://xatoo.blogspot.com/

quinta-feira, setembro 28, 2006

60% de iraquianos aprovam ataques a tropas dos EUA










E isto são dados de empresas americanas.

" Os dados foram compilados por um centro de pesquisas sobre políticas públicas e a Universidade de Maryland, depois de ouvir 1.150 iraquianos de todas as províncias do país, entre os dias 1º e 4 de setembro.

Seis em cada dez iraquianos aprovam os ataques contra o Exército dos Estados Unidos no país, revelou uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira por pesquisadores americanos.

Os ataques contra os Estados Unidos recebem o aval de 92% dos sunitas, etnia do ex-presidente Saddam Hussein. Já 81% dos curdos, que foram perseguidos pelo antigo regime, rejeitam os ataques.

Os pesquisadores demonstraram surpresa com a aprovação dos xiitas, hoje no poder. Há nove meses, dois de cada cinco membros dessa etnia aprovavam os atentados contra as forças de ocupação – hoje, são três em cada cinco.

E a divisão étnica se reflete também na aprovação do governo do presidente Nouri al-Maliki, aliado do governo americano.
Maliki está "fazendo um bom governo" para 63% dos iraquianos. Mas sua legitimidade não é unânime.
Para 86% dos sunitas, ele não é "um representante legítimo do povo iraquiano". No entanto, Maliki recebeu amplo aval de xiitas e curdos (82% e 76%, respectivamente, consideram o presidente legítimo)."

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2006/09/060928_iraque_pesquisa_pu.shtml

segunda-feira, setembro 25, 2006

America Loves Violence by The Flag Suckers

domingo, setembro 24, 2006

Mistérios na EPUL



















"(,,,)

Ontem, ficámos a saber pelo Expresso que 15 directores da EPUL nomeados em regime de comissão de serviço, no tempo do ex-todo-poderoso gestor público Sequeira Braga, ficaram com contratos de trabalho regulados pelo regime comum. Não foi definido o período de cessação da comissão de serviço e, devido a este provável "lapso", os contratos passaram a estar sujeitos ao regime comum do contrato individual de trabalho.

Primeira consequência: os ditos directores só podem sair da empresa pelo seu pé, com expresso consentimento dos próprios, ou na base de um despedimento com justa causa, coisa nem sempre fácil.

(...) os salários dos 15 senhores directores custam ao erário público um milhão e 200 mil euros.

Este caso foi criado por um gestor, Sequeira Braga, nomeado por Pedro Santana Lopes, que depois o demitiu, mas não conseguiu desfazer o imbróglio porque os directores da EPUL adquiriram um estatuto blindado pela lei administrativa.

Um verdadeiro mistério...Que melhor exemplo poderia haver daquilo a que se convencionou chamar o pântano português? "

http://dn.sapo.pt/2006/09/24/editorial/misterios_epul.html

E são estes senhores que depois se dizem queixar do despesismo do estado.

quinta-feira, setembro 21, 2006

Tortura no Iraque pode ter piorado após Saddam sair, diz ONU










O investigador especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para a tortura, Manfred Novak, disse nesta quinta-feira que a prática de tortura no Iraque pode hoje estar mais disseminada do que era sob o governo de Saddam Hussein.

Segundo Novak, milícias religiosas, grupos terroristas e algumas forças do governo iraquiano operam sem respeito nenhum aos direitos humanos.

Baseado em entrevistas realizadas na Jordânia, país com o qual o Iraque faz fronteira, Novak afirmou que há evidências suficientes para se dizer que há tortura nos centros de detenção do governo do Iraque.

"O que a maioria das pessoas relatam é que a situação da tortura no Iraque saiu completamente fora de controle", disse Novak, que é um professor de direito austríaco.
"A sensação que as pessoas têm é que a situação é pior do que quando Saddam Hussein estava no poder", disse.

(...)

Na última quarta-feira, um relatório feito pela missão de assistência da ONU no Iraque dizia que vários corpos encontrados do necrotério da cidade tinham sinais de tortura, como queimaduras causadas por ácido e eletricidade, olhos e dentes arrancados e ferimentos causados por serras elétricas.
Feridas causadas por queimaduras de cigarro, pernas, mãos, braços e costelas fraturadas e esfolamentos também foram constatados com freqüência.

As vítimas em questão vêm tanto de prisões usadas por milícias paramilitares ou religiosas como de centros de detenção comandados pelas forças de ocupação lideradas pelos Estados Unidos.
Nowak disse aos jornalistas que são as milícias privadas que adotam os maiores requintes de crueldade e que em vários cadáveres, a pequena quantidade de sangue encontrada sugere um violento processo de tortura antes da execução.


http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2006/09/060921_iraque_tortura_crg.shtml

quarta-feira, setembro 20, 2006

Governo admite impor taxas moderadoras sobre serviços até agora gratuitos









O ministro da Saúde admitiu hoje que poderão ser criadas novas taxas moderadoras para a prestação de cuidados de saúde que actualmente são gratuitos para os utentes, tais como o internamento e a cirurgia de ambulatório.

Em entrevista à agência Lusa, António Correia de Campos revelou que a medida poderá ser aplicada "em breve", mas garante que não tem apenas razões económicas. "Este tipo de receitas é mínimo" para o Serviço Nacional de Saúde, disse o ministro, justificando a criação destas novas taxas com objectivos "mais estruturais", como a moderação do acesso e a valorização do serviço prestado.

Era só o que faltava, agora as pessoas têm o prazer de ir para a sala de operações, de ser internadas, qualquer dia ainda criam uma taxa moderadora para as prisões, que pelos vistos tem mais adeptos que os hospitais.

Não há dúvida a demência já atinge fortemente alguns sectores do governo.

terça-feira, setembro 19, 2006

Natascha Kampusch




















O capitalismo no seu esplendor!

"(...)
Tão ou mais inquietante do que a entrevista é um artigo da revista Der Spiegel (disponível na versão inglesa :http://service.spiegel.de/cache/international/spiegel/0,1518,436613,00.html), que revela que em torno de Natascha já se juntou o equivalente a uma pequena empresa, não só de médicos e psicólogos, mas de advogados, assessores de imprensa e consultores de media.

Dietmar Ecker, o seu consultor de media, admite candidamente que "do ponto de vista puramente capitalista, esta mulher é uma mina de ouro", embora acrescente - tarde de mais -, "claro que estas coisa não se devem dizer em voz alta".

Foi ele que preparou a entrevista e corrigiu a percepção inicial de que Natascha não gostaria da mãe. Uma coisa dessas não é agradável para o público, e depois da entrevista, o público tem de gostar de Natascha: "as velhinhas vão chorar e o povo vai amá-la".

(...)"

Artigo publicado por Rui Tavares em:
http://ruitavares.weblog.com.pt/

EUA LIBERTAM TERRORISTA




















Um juiz federal americano decidiu libertar o mercenário Luís Posada Carriles, responsável pelo atentado de 1976 à Cubana de Aviación que provocou 73 mortos.

O referido assassino foi agente da CIA e estava detido por entrar ilegalmente nos EUA. A sua extradição fora solicitada tanto pela Venezuela como por Cuba.

"O que não se pode admitir é que no próprio dia 11 de Setembro, há dois dias, quando os norte-americanos andavam a chorar e a recordar, com razão, o terrível crime cometido em Nova York há cinco anos, anunciassem ao mesmo tempo a liberdade de Posada Carriles", declarou o presidente do Parlamento cubano, Ricardo Alarcón.

O curiculum vitae do referido Carriles está aqui .

domingo, setembro 17, 2006

Assim vai Timor












O diário australiano The Age revela, na sua edição de ontem, o alegado envolvimento do Presidente Xanana Gusmão no derrube do primeiro-ministro Mari Alkatiri.

Para o efeito, o jornal cita declarações de um antigo responsável da polícia timorense, detido em Díli."Alegação de que Gusmão ordenou os dias de raiva em Díli" é o título do artigo, cuja base são as declarações de Abílio Mesquita "Mausoko", antigo vice-comandante da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) no distrito de Díli.

Segundo "Mausoko", Xanana ter-lhe-á ordenado o ataque à casa de Taur Matan Ruak, comandante das forças armadas timorenses. O diário, citado pela agência Lusa, acusa Xanana de ter instigado a violência de Maio que contribuiu para a resignação, um mês depois, de Alkatiri.

Detido, por posse de armas automáticas, a 19 de Junho por militares australianos,"Mausoko" registou as suas declarações por escrito, as quais fez entregar na embaixada dos EUA em Díli.

http://dn.sapo.pt/2006/09/17/internacional/xanana_tera_estado_envolvido_queda_m.html

Assim vai o México














Uma enorme assembleia popular reunida na praça central da cidade do México, Zócalo, proclamou, votando de mão no ar, Andrés Manuel López Obrador presidente legítimo do México, a multidão apoia-se na declaração de soberania popular constante na constituição: “todo o poder público emana do povo”.

A magna assembleia decidiu ainda que López Obrador tomará posse na mesma praça em 20 de Novembro próximo, e fixou um programa de governo: combater a fundo a pobreza e a crescente desigualdade no país; impedir a privatização dos recursos naturais; lutar contra a corrupção e impunidade; renovar as instituições nacionais.

Na sexta-feira, Fox (presidente cessante) foi obrigado a dar o tradicional grito da independência - "Viva o México!" - na cidade de Dolores Hidalgo, 270 quilômetros ao norte da Cidade do México, onde, em 1810, o herói nacional Miguel Hidalgo criou um movimento para por fim ao domínio da Espanha.

Um porta-voz do governo disse que o evento não foi realizado na capital por temores de que grupos "radicais" planeassem actos de violência.

sábado, setembro 16, 2006

Carta aberta das FARC aos integrantes da XIV Conferência dos Países Não Alinhados







por Raúl Reyes [*]

Excelentíssimo Senhor Presidente da XIV Conferência do Movimento dos Países Não Alinhados (MNOAL) La Habana, Cuba.

A Colômbia é um país imensamente rico, com três cordilheiras, segundo lugar em biodiversidade, costas em dois oceanos, todos os patamares térmicos e climas variados, com terras férteis que permitem uma produção agrícola durante o ano todo. Uma população de 44 milhões de habitantes e um potencial económico activo de grande labor que teria, em condições de paz real, capacidade de produzir o suficiente para auto-abastecer-se e contribuir, do ponto de vista alimentar, para a alimentação de outros 60 milhões de seres humanos que não têm possibilidade iguais ou semelhantes.

Mas vimos de uma tragédia nacional, 60 anos de terrorismo de Estado e de maior geração de preocupações na complexidade da política internacional. Foram etapas de grandes injustiças sociais, de democracia cada vez mais restringida, tempos de grandes padecimentos que recrudesceram com a eleição à Presidência da Colômbia do Dr. Mariano Ospina Pérez, de filiação conservadora.

Ao iniciar esse período, em 1946, começou-se uma repressão violenta contra a oposição de então, fundamentalmente contra o liberalismo, o que provocou um protesto pacífico histórico, que teve sua maior expressão na manifestação do silêncio, convocada pelo líder do Partido Liberal, Dr. Jorge Eliécer Gaitán. A Plaza de Bolívar, em Bogotá, encheu-se, ninguém lançou um grito, nem um viva, nem um abaixo, só falou Gaitán. Seu discurso foi a Oração da Paz, não apelou ao ódio, não apelou ao enfrentamento, apelou à reconciliação, ao entendimento e à paz. Em 9 de Abril de 1948 Gaitán foi assassinado e até hoje o magnicídio permanece na mais absoluta impunidade. Ninguém sabe quem foi o autor intelectual, pois deixou-se que a multidão enfurecida destroçasse fisicamente o autor material a fim de que ninguém soubesse quem o havia induzido ou contratado. Chama a atenção o facto de que a CIA, a 58 anos de distância do facto, não haja desclassificado os documentos sobre este magnicídio, apesar da grande incidência que teve sobre o seu desenvolvimento agitado e sobre as ainda não bem analisadas conclusões da Conferência Panamericana que nesse momento se reunia em Bogotá.

Ao povo colombiano custaram muito caro estes anos de governos desastrosos. Foram assassinados 300 mil compatriotas entre 1948 e 1953. Esse período é conhecido como o da política oficial do "sangue e fogo". Continua hoje o infame massacre. Desde então, a alta hierarquia liberal optou pelo exílio e aos liberais da base coube-lhes irem para as montanhas, empunharem as armas e combaterem para defender as vidas, suas famílias e proteger os poucos bens que possuíam.

No ano de 1953 foi gestado o golpe militar, aparentemente orientado pelo general Gustavo Rojas Pinilla, que uma vez consolidado apelou às guerrilhas para que se entregassem sob o lema "Paz, Justiça e Liberdade". A maioria dos guerrilheiros que respondiam às directivas do Partido Liberal entregou-se, mas o resultado não foi a paz. Quase imediatamente o governo militar converteu em inimigos todos aqueles que tinham um pensamento diferente do oficial e, sob os parâmetros anti-comunistas da IX Conferência Panamericana, bombardearam-se regiões camponesas em Villarrica Tolima, causando a morte violenta de homens, mulheres e crianças.

No ano de 1957 o general Rojas Pinilla foi obrigado a abandonar o poder. O novo governo tornou a chamar os guerrilheiros à paz e ao trabalho. Estes aceitaram e voltaram a trabalhar nas regiões camponesas de Rio Chiquito, Marquetalia, El Pato e El Guayabero. Ali se produzia milho, banana, mandioca, café, feijão, porcos, gado e aves de capoeira, dentre outros produtos agrícolas. Uma parte destes produtos era consumidas pelos habitantes ou vendiam-se nas cidades vizinhas, convertendo-se numa contribuição para o desenvolvimento do país. Mas em 1964 foram novamente atacados pelo Estado colombiano. O Exército Nacional, seguindo as orientações do Departamento de Estado dos Estados Unidos, quiseram arrasar estas regiões, temerosos de que fossem o germe de outra revolução como a cubana. Esta perseguição constante e sem precedentes é a origem das FARC-EP, a guerrilha mais antiga do mundo que, obrigada por seis décadas de violência oficial, combateram contra um Estado injusto e violento, com o empenho de conquistar para o povo uma paz digna com justiça social.

Durante todo este período aziago houve várias tentativas de conseguir a paz, até que em 1984 firmaram-se os Acordos de la Uribe, uma trégua e uma cessação bilateral de fogos que durou até 9 de Dezembro de 1990, quando foi rompida pelo presidente da época, César Gaviria Trujillo, que sem haver terminado a trégua e sem riscos bombardeou Casa Verde, sede do Secretariado das FARC, no dia em que os colombianos elegiam a Assembleia Nacional Constituinte. Como produto dos Acordo de la Uribe nasceu a União Patriótica, organização pluralista bem acolhida pelos trabalhadores e pela população. Num curto tempo de campanha eleitoral elegeu 14 congressistas, 17 deputados, 10 alcaides e 135 vereadores.

A reacção da ultra-direita não se fez esperar: dois dos seus candidatos à presidência foram assassinados: Jaime Pardo Leal e Bernardo Jaramillo. A maioria dos congressistas, deputados, vereadores e alcaides foram assassinados, juntamente com mais de 4 mil dirigentes, activistas e simpatizantes do Partido Comunista e da União Patriótica. Foram assassinados igualmente os candidatos Carlos Pizarro León Gómez do M19 e Luis Carlos Galán Sarmiento do Nuevo Liberalismo.

Todos estes assassinatos foram responsabilidade do Estado colombiano, pelo que a Comissão Interamericana de Direitos Humanos condenou o Estado pelo genocídio contra a União Patriótica. Num novo passo na busca da paz, a 7 de Janeiro do ano de 1999 instalaram-se os diálogos em San Vicente del Caguán, Departamento de Caquetá, entre o governo do Dr. Andrés Pastraña e as FARC-EP.

Mas em paralelo a este importante processo os Estados Unidos impuseram o Plano Colômbia, plano de guerra contra a estabilidade da região sulamericana. Três anos mais tarde, em 20 de Fevereiro de 2003, o presidente Pastraña dava por terminados os diálogos, abruptamente, sem ter tido em conta os 28 países amigos que apoiavam este novo esforço de paz e sem ter permitido ao enviado do Secretário-Geral da ONU, James Lemoyne, que despenhasse o papel de facilitar em que estava empenhado.

Durante o processo 1999-2003 avançou-se significativamente e firmou-se, pelos representantes do governo de Pastraña e pelas FARC, a Agenda Comum para a Troca. Os pontos a discutir já estão identificados e rubricados com a assinatura das duas partes. Só falta a vontade do governo actual de reiniciar um diálogo que conduza à paz na Colômbia e à estabilidade regional.

Excelentíssimos Presidentes e delegações do Movimento dos Países Não Alinhados. Fazemos esta pequena síntese histórica para mostrar que a guerrilha não é responsável pela violência, como apregoam o Governo da Colômbia e os grandes meios de comunicação que lhe são afectos. Dirigimo-nos aos senhores não para lhes pedir que nos ajudem na guerra e sim para lhes pedir que nos ajudem na solução pacífica do conflito social e armado que padecem os colombianos desde há seis décadas.

Ao presidente da Colômbia, Álvaro Uribe Vélez, já reiterámos publicamente a proposta que lhe foi feita desde o início do seu primeiro governo, de desmilitarizar dois Departamentos: o Putumayo e o Caquetá e de retomar a Agenda Comum para a Troca para nos sentarmos com os partidos políticos, grémios económicos, a Igreja, o movimento sindical e de massas em geral, os militares, os estudantes, os camponeses, os indígenas e outras minorias, para que entre todos desenhemos a nova Colômbia, a que todos queremos, soberana, digna, pujante, justa e em paz.

Para o Acordo Humanitário, da parte das FARC-EP, existem propostas concretas e realizáveis à luz do Direito Internacional, cabendo ao Governo dar os passos pertinentes para avançar no seu desenvolvimento e concretização, o que é esperado pela nação, pela Comunidade Internacional e pelos familiares dos prisioneiros políticos e de guerra das duas partes. Estamos dispostos a enviar delegações a fim de conversar com os seus governos nos seus países acerca das nossas propostas para as saídas políticas. Se pudermos contar com garantias, estamos igualmente dispostos a receber os seus delegados nos nossos acampamentos a fim de lhes dar a nossa versão do conflito interno e explicar-lhes nossos esforços e propostas destinadas a conseguir a paz definitiva e duradoura.

Atentamente, Raúl Reyes Chefe da Comissão Internacional das FARC-EP.

Montanhas da Colômbia, Setembro de 2006

O original encontra-se em http://listas.nodo50.org/cgi-bin/mailman/listinfo/diariodeurgencia

Esta carta foi retirada de:
http://resistir.info/colombia/carta_aberta_set06.html

sexta-feira, setembro 15, 2006

"Governo do Iraque" quer cercar Bagdá com trincheiras



















O ministério do Interior do Iraque anunciou nesta sexta-feira planos para aumentar a segurança na capital, Bagdá, com a construção de trincheiras e postos de controle em torno da cidade.

O objetivo do plano é impedir a entrada e a saída de rebeldes na capital. No entanto, segundo correspondentes da BBC na cidade, seriam necessários meses para que as trincheiras fossem montadas, já que Bagdá tem um perímetro de 80 quilômetros.

O brigadeiro Abdul Karim, do ministério do Interior, disse à BBC que centenas de estradas menores seriam fechadas, de acordo com o plano, que deve ser começar a ser colocado em prática daqui a três semanas. O acesso à cidade só poderia ser feito através de 28 postos de controle.
(...)

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2006/09/060915_bagda_trincheiras_dg.shtml

Papa é criticado por citação 'irresponsável' sobre Islão













Um comunicado do Vaticano não foi suficiente para aplacar as reações de líderes islâmicos de todo o mundo a uma citação supostamente anti-islâmica feita pelo papa Bento 16 em uma conferência na Alemanha.

Falando de guerra santa em uma universidade alemã, na terça-feira, o papa citou um imperador cristão ortodoxo do século 14 que afirmava que o profeta Maomé só havia trazido "coisas más e desumanas".

As declarações geraram reações iradas em todo o mundo, levando o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, a dizer que Bento 16 nunca teve a intenção de ofender muçulmanos ao repetir aquelas palavras.
(...)
A conferência onde Bento 16 fez suas declarações tratava das diferenças históricas e filosóficas entre o Islã e o Cristianismo, além da relação entre violência e fé.
Frisando que as palavras não eram suas, o sumo pontífice católico citou um imperador cristão do Império Bizantino, que teria dito: "Mostre-me tudo o que Maomé trouxe de novidade, e encontrarás apenas coisas más e desumanas, como sua ordem de espalhar com a espada a fé que ele pregava".
(...)

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2006/09/060914_papacriticas_pu.shtml

GNR vai a casa buscar alunos em greve às aulas











A partir de terça-feira, a GNR irá buscar a casa os alunos da Gemieira, em Ponte de Lima, cujos pais se recusem a deixá-los ir às aulas no Centro Escolar da Ribeira. A garantia foi dada pela Coordenadora da Área Educativa de Viana do Castelo, em resposta às famílias que há uma semana impedem os filhos de ir para a nova escola de acolhimento e após uma reunião em que o presidente da Câmara de Ponte de Lima tentou sensibilizar os pais dos trinta alunos para que "abandonem" os protestos contra o encerramento da velha escola. Irredutíveis, os encarregados de educação ameaçam agora uma greve de fome.

http://dn.sapo.pt/2006/09/15/sociedade/gnr_a_casa_buscar_alunos_greve_aulas.html

Relatório sobre o Irão é 'desonesto', diz AIEA











A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) deu a conhecer nesta quinta-feira o conteúdo de uma carta em que classifica de "ultrajante" e "desonesto" um relatório do Congresso americano sobre a questão nuclear iraniana.

(...)A AIEA, que é subordinada à Organização das Nações Unidas (ONU), enviou ao presidente da Comissão, Peter Hoekstra, deputado pelo Partido Republicano do Michigan, uma carta apontando informações "erradas e enganosas", que exagerariam a capacidade nuclear do Irã.
Segundo a AIEA, não há evidências de atividades de enriquecimento de urânio em escala suficiente para fabricar bombas no Irã.

(...)Não é a primeira vez que afluem tensões entre a AIEA e os Estados Unidos.
Antes da guerra contra o Iraque, o órgão questionou as garantias americanas de que o regime de Saddam Hussein possuía armas de destruição em massa.
Os armamentos nunca foram encontrados.
(...)

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2006/09/060914_iraaiea_pu.shtml


Parece que voltamos à mesma história do Iraque

terça-feira, junho 13, 2006

Grávida perde filho a caminho de Portalegre

Uma grávida perdeu o filho à chegada a Portalegre, ao final da tarde de segunda-feira, quando era transportada de Elvas para a maternidade da capital de distrito, informou fonte dos Bombeiros. O caso aconteceu horas depois do encerramento oficial da sala de partos de Elvas, decretado pelo Ministério da Saúde.

A jovem caboverdiana, de 21 anos, residente na cidade e estudante na EPRAL, encontrava-se na 23.ª semana de gestação e entrou nas urgências do Hospital de Santa Luzia na tarde de 12 de Junho queixando-se de dores. A unidade de saúde encaminhou a grávida para Portalegre, sem qualquer acompanhamento clínico. Na ambulância, que foi solicitada pelo Hospital às 18h10, apenas seguia o motorista dos Bombeiros Voluntários de Elvas e uma familiar da grávida. O bebé morreu à chegada ao Hospital José Maria Grande, garantiu a mesma fonte, tendo a jovem ficado internada.

Retirado de:
http://online.expresso.clix.pt/1pagina/artigo.asp?id=24761207

quarta-feira, maio 31, 2006

Irão e contra-informação

"Gozando de uma impunidade confirmada desde o 11 de Setembro e da guerra do Iraque, os neoconservadores já não hesitam em utilizar as mais altas funções dos Estados para espalhar rumores e calúnias. Manipulando meios de comunicação social que privilegiam a reactividade e a emoção à verificação e à análise, acusaram o Irão de impor o porte de uma insígnia indumentária discriminatória aos judeus. É falso, mas causa prejuízo. Os governos estadunidense, australiano e canadiano prestaram-se ao jogo." ...


"Na sexta-feira 19 de Maio, o National Post de Toronto (Canadá) publicou um artigo do jornalista iraniano no exílio Amir Taheri: “Um código de cor para os infiéis no Irão” [1]. O autor descreve os debates actuais no Marjlis (Parlamento) por ocasião da reforma da lei de 1982 que define a decência indumentária para os muçulmanos. Ficamos a saber que, sob a influência do presidente Ahmadinedjad, um uniforme será imposto por etapas a toda a população para que cada um seja visualmente igual aquando do «regresso do imã escondido». 4,5 milhões de funcionários deverão adoptá­‑lo daqui até 2009 e 800 milhões de dólares deverão ser desbloqueados para vestir «os pobres e os necessitados». Uma lei ulterior deverá definir a aparência do rosto masculino (cabelos, barbas, bigodes). Resumidamente, o Irão estaria prestes a tornar­‑se um país totalitário. De passagem, Amir Taheri precisa que insígnias distintivas (“zonnar” em farsi) serão impostas aos não­‑muçulmanos: os judeus deverão cozer um emblema amarelo sobre as suas vestes, os cristãos um vermelho e os zoroastrianos um azul."

retirado de:
http://infoalternativa.org/midia/midia038.htm

sábado, maio 27, 2006

O País conservador

Se um extraterrestre nos visitasse e lesse ou ouvisse o editorialismo e os comentários políticos na comunicação social dita de referência, não acreditaria que a grande maioria da população deste país é de esquerda, a julgar pelos resultados das últimas eleições legislativas. Em alternativa, concluiria que entre o sentir político da maioria da população e a opinião dos comentadores e analistas há muito pouco em comum. De facto, o domínio da análise e do comentário conservadores na comunicação social é hoje inequívoco e tem­‑se acentuado no último ano, como se houvesse que travar o impulso de esquerda que os eleitores ousaram manifestar recentemente. E se algum comentário é sofisticado, erudito, genuinamente elitista, na melhor tradição conservadora, a maioria é agressiva, insultuosa, arruaceira e, sobretudo, muito ignorante.

Aliás, para pasmo e confusão de leitores, ouvintes e espectadores, apresentam­‑se como de esquerda comentadores que há anos a fio se dedicam a fustigar a esquerda, particularmente a mais inovadora, a negar a importância do 25 de Abril, a pedir o desmantelamento do fraco Estado­‑Providência que temos, a apoiar acriticamente as aventuras belicistas da administração Bush, a celebrar como inovadoras as mais medíocres escrevinhações da nova geração de neoconservadores norte­‑americanos e a defender uma ética política em que, talvez sem que o saibam, ecoa o patrono deles, Leo Strauss. Com o medo de ter criado um monstro, Anthony Giddens disse certa vez que, entre outras coisas, o que distingue a esquerda liberal da direita é que para a primeira o alvo principal é a segunda, e não a “outra” esquerda. Por este critério, a verdadeira esquerda liberal é, entre nós, residual e não tem presença pública.

A avaliação das políticas do governo tem sido um campo fértil para a consolidação do pensamento conservador. Sem surpresa, o ministro considerado mais reformista é o Ministro da Saúde. Desde que passou pelo Banco Mundial – foi especialista sénior do banco entre 1991 e 1995 – mudou totalmente de ideias, abandonando os ideais solidários que defendera no governo Pintasilgo para abraçar o credo neoliberal da privatização dos serviços públicos. Pude testemunhar a agressividade das suas convicções enquanto membro da Comissão do Livro Branco da Segurança Social (Fevereiro de 1996 – Dezembro de 1997), a que ele presidiu. Não conseguiu plenamente os seus objectivos na segurança social, mas está agora a tentar fazê­‑lo na área da saúde. Um critério cego de eficácia técnica sem consideração pelas exigências da cidadania, ordenamento do território e coesão social, corre o risco de reduzir o país a uma estreita faixa de cinquenta quilómetros. Tudo isto é celebrado pelos comentadores conservadores, sempre lestos a investir contra o Estado excessivo (de que, muitos deles, se aproveitam nos seus negócios quando lhes convém) e a pedir aos portugueses que apertem o cinto e se conformem. Se os tribunais, num assomo de independência democrática, tentam pôr cobro a esta miniaturização do país em nome da lei e da Constituição são execrados por estarem a transgredir a separação dos poderes. E de nada vale invocar que a credibilidade do sistema judicial nos países que nos servem de referência se construiu através de intervenções deste tipo em prol da cidadania.

À luz disto, é forçoso concluir que está em marcha um projecto conservador para o país. Há muito que a comunicação social deixou de ser o quarto poder para ser o poder dos interesses que a controlam. Há excepções, felizmente. Mas, em geral, os mais afortunados lêem os media independentes ou consultam o Guardian. Temos jornalistas à altura do pluralismo deste último. Falta-nos o resto.

Boaventura Sousa Santos
Retirado de:
http://infoalternativa.org/autores/bss/bss041.htm

quinta-feira, maio 25, 2006

Jogos de Guerra


Game que simula invasão gera alvoroço na Venezuela





Um jogo de computador americano que simula a invasão militar da Venezuela está causando um alvoroço entre os políticos venezuelanos.
O jogo, produzido pela Pandemic Studios, de Los Angeles, chama-se Mercenaries 2: World In Flames (Mercenários 2: Mundo em Chamas) e tem como objetivo retirar do poder um "tirano" venezuelano imaginário.
Os partidários do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, dizem que o jogo busca apoio para uma invasão real do país.
Mas a Pandemic Studios insiste que o game, a ser lançado no ano que vem, é apenas para entretenimento.
“A Pandemic não tem ligações com o governo americano”, afirmou à agência de notícias Associated Press o vice-presidente de operações comerciais da empresa, Greg Richardson.
“A Pandemic Studios é uma empresa privada, focada somente no desenvolvimento de entretenimento interativo”, disse ele.
Notícias
Apesar disso, o responsável pelo marketing da empresa, Chris Norris, disse que seus projetistas sempre tentam se inspirar no noticiário.
“Apesar de um conflito não ter necessariamente que acontecer, é suficientemente realista acreditar que ele poderia eventualmente acontecer”, disse.
Chávez e os Estados Unidos têm estado em pé de guerra desde que o venezuelano chegou ao poder, há oito anos.
Além de acusar repetidamente Washington de tentar derrubá-lo, Chávez aumentou significativamente o controle do Estado sobre sua indústria petrolífera – a quarta maior do mundo e responsável por 15% do suprimento do mercado americano.
No jogo Mercenaries 2, os jogadores comandam soldados enviados para derrubar “um tirano com sede de poder que complica o suprimento de petróleo venezuelano, levando a uma invasão que transforma o país em uma zona de guerra”.
O deputado venezuelano Ismael García, partidário de Chávez, disse que o jogo é parte de um trabalho de preparação para uma invasão real.
“Eu acho que o governo americano sabe como preparar campanhas de terror psicológico para que possam fazer as coisas acontecer depois”, disse.

Retirado de:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2006/05/060525_jogovenezuelaas.shtml

domingo, maio 21, 2006

Eles andam por aí

Exemplo de acto censório, com todos os matadores e à boa maneira de qualquer ditadura que se preze, é a decisão tomada por um tal Marcel Bozonnet – director da Comédie Française e certamente democrata de primeira água - de proibir a representação de uma peça do dramaturgo austríaco Peter Handke. A notícia veio no Público e as razões da proibição não têm a ver com eventual falta de qualidade da peça - da qual o director do Berliner Ensemble louva «o valor humanista» e que considera «um manifesto pela não-violência» e que o prórpio ministro francês da Cultura diz que «levanta questões de alcance universal aos nossos contemporâneos, que, nos tempos conturbados que vivemos, teriam sido úteis ao público». Então, qual a razão que levou o tal Bozonnet a puxar do seu lápis azul e proibir a peça? Simples: segundo o coronel, Peter Handke cometeu dois crimes, qual deles o mais grave e ambos passíveis de castigo: o primeiro foi ter estado presente no funeral de Slobodan Milosevic - de cuja morte, recorde-se, foi responsável o Tribunal Penal Internacional, um tribunal concebido desde o início para julgar e condenar dirigentes sérvios e composto por fantoches, mascarados de juizes, ao serviço do imperialismo norte-americano; o segundo crime do dramaturgo austríaco foi ter dito, no elogio fúnebre que pronunciou, que se sentia «feliz por estar ao lado Milosevic, um homem que defendeu o seu povo».

Retirado de:
http://www.avante.pt/noticia.asp?id=14359&area=25

terça-feira, maio 16, 2006

CRISE? DESPEDIMENTOS? DEPRESSÃO?















Qual quê! Jogo no Casino, futebol por todo o lado, fado e touros. Parece o Titanic com a orquestra a tocar.

Retirado de:
http://abrupto.blogspot.com/

EUA envolvido em caso Posada Carriles

No acto realizado na Praça da Revolução, em Havana, Fidel acusou novamente o governo dos Estados Unidos pela protecção e a cumplicidade no caso Posada Carriles, autor de crimes monstruosos contra Cuba (nomeadamente a sabotagem de um avião da "Cubana de Aviacion" que provocou dezenas de mortos), e outros países da América Latina.

O presidente cubano referiu-se ao reconhecimento oficial agora dos vínculos do FBI e da CIA com a operação que permitiu a entrada ilegal de Posada Carriles nos Estados Unidos e com a protecção que lhe dão.

O facto fora denunciado por Cuba, negado pelas autoridades dos Estados Unidos e agora admitido pela Procuradoria e o Serviço de Imigração e até denunciado pela própria imprensa desse País, disse Fidel.

Por outro lado, recentemente, foi detido em Los Angeles Robert Ferro, terrorista de origem cubana que tinha na sua casa 1.571 armas, que confessou estar ligado à organização terrorista Alpha 66 e que parte das armas fora entregue pelo próprio governo.

Ferro tinha tantas armas quanto as que trouxeram os invasores da Baía dos Porcos em 1961, lembrou Fidel, qualificando Alpha 66 como uma das piores organizações terroristas de Miami, activa há 45 anos, ligada à Operação Condor e à sabotagem ao avião de “Cubana de Aviación”, entre outros muitos factos.

Fidel e as mentiras da Forbes













O presidente Fidel Castro desafiou o presidente Bush, a CIA, os 33 organismos de inteligência dos Estados Unidos, aos milhares de bancos que há no mundo, e aos "criados" da revista FORBES, que lhe atribuem uma fortuna de 900 milhões de pesos, a que provem que tem nem que seja um só dólar no exterior.

Fidel afirmou que renunciaria ao cargo e ás funções que desempenha caso se prove que tem um só dólar fora da ilha cubana.

"Para que quero o dinheiro, se vou a cumprir 80 anos e nunca o quis antes?", perguntou para afirmar que durante toda a sua vida se havia "entrincheirado nos princípios" e não os havia abandonado nunca.

terça-feira, maio 09, 2006

"Grandes interesses económicos"






















«Durante anos acreditei que era possível pôr em prática uma política social de combate à pobreza e às desigualdades, a partir de partidos de centro-direita, como penso que era o CDS, via doutrina social da Igreja. Foi isso que mudou: ao fim de 20 anos, cheguei à conclusão de que não é possível fazer uma política audaciosa a partir de partidos centro-direita, pelas suas ligações umbilicais aos grandes interesses económicos. Esses partidos vivem financeiramente dos contributos dos grandes interesses económicos.»

(Freitas do Amaral, entrevista ao suplemento "Unica" do Expresso)

quinta-feira, maio 04, 2006

Operação "Torre de controle"












“Desconhecemos a verdadeira dimensão do problema do tráfico de armas no nosso país. Mas mesmo admitindo a gravidade deste problema, que justificação é que existe para que de forma absolutamente abusiva seja efectuada uma intervenção de carácter quase militar num determinado bairro? Alguém imaginaria, estes mesmos 600 polícias, cercarem a «Quinta da Marinha», arrombassem portas, vasculhassem casas, impedissem as pessoas de ir trabalhar e tirassem do «sossego» e humilhassem umas centenas de «figurões»? É que provavelmente até encontrariam mais armas.”

Retirado de:
http://www.avante.pt/noticia.asp?id=14116&area=25

BOLÍVIA NACIONALIZA PETRÓLEO E GÁS !


"Acabou o saqueio", declarou o presidente Evo Morales ao assinar, dia 1 de Maio, o decreto que nacionaliza os hidrocarbonetos bolivianos. A cerimonia foi no campo petrolífero de San Alberto, província de Caraparí, Tarija. No instante da assinatura um militar subiu ao alto das instalações para afixar a bandeira boliviana e um cartaz que dizia "nacionalizado".
"Ao nacionalizar os recursos naturais dos hidrocarbonetos do país o Estado recupera a propriedade, a posse e o controle total e absoluto destes recursos", afirmou o presidente. A partir de agora as empresas petrolíferas terão 180 dias para assinar novos contratos a fim de poderem continuar no país.
"Queremos pedir [às Forças Armadas] que, a partir deste momento, tomem todos os campos petrolíferos em toda a Bolívia, com os batalhões de engenheiros que o Ministério dos Hidrocarbonetos organizou junto ao presidente da YPFB (Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos)", declarou Morales.
Após o anúncio o governo determinou a militarização das instalações petrolíferas, inclusive os poços e até as estações de serviço. De acordo com o decreto, as empresas que operam no país ficam obrigadas a entregar toda a sua produção à YPFB e essa empresa estatal comercializará tais recursos nos país e incumbir-se-á dos acordos de exportação.
O anúncio da nacionalização foi recebido com euforia pelo povo boliviano. Em Camiri, o povo somou-se aos militares que tomavam as instalações petrolíferas. Foi esse mesmo povo que poz em fuga o ex-presidente Gonzalo Sánchez de Lozada, o qual determinou a privatização dos hidrocarbonetos em condições muito favoráveis para as transnacionais (com uma redução dos royalties de 50 para 18 por cento). Após esta privatização os executivos das mesmas orgulhavam-se ao dizer que obtinham 10 dólares por cada dólar investido na Bolívia. Vários ex-presidentes da Bolívia – como o fugido Sánchez de Lozada, Hugo Bánzer, Jorge Quiroga, Carlos Mesa e Eduardo Rodríguez – haviam nomeado para altos cargos nas instituições de controle da indústria dos hidrocarbonetos personagens ligadas às transnacionais petrolíferas.

quarta-feira, maio 03, 2006

Guerra suja


Os cadáveres de 34 cidadãos iraquianos com sinais de tortura e executados, foram encontrados em Bagdad e em áreas próximas nas últimas 48 horas, informou a policia. Segundo a versão oficial, os corpos foram encontrados com as mãos atadas e com feridas provocadas por balas, muitas feitas à queima-roupa.

Faz um ano que foram tornadas públicas provas da existência de um chamado grupo 27, um destacamento do grupo de marines que actua como um esquadrão da morte no Iraque.

È a guerra de Negroponte, um perito em grupos de terror desde o tempo em que foi embaixador dos EUA nas Honduras

segunda-feira, maio 01, 2006

1º de Maio











1º DE MAIO DE LUTA! DIGNIDADE NO TRABALHO!
Contra a precaridade e o desemprego!

domingo, abril 30, 2006

Escravidão


Com o discurso de Sócrates no parlamento ficámos a saber um pouco mais do que nos espera.

Se o provérbio diz que enquanto há vida, há esperança, ontem passámos a conhecer uma nova versão: enquanto há vida, há que trabalhar. Emprego, esse será mais duvidoso, já que o mercado de trabalho rejeita trabalhadores de 50 ou mesmo 40 anos e muitos jovens não têm melhor futuro.
A esperança de vida deixa de ser um ganho social, para ser um ganho de exploração, nem que seja pela subida do desemprego e baixa de salários.

Gostava de ilustrar as diferentes facetas/leituras da mesma proposta com a apresentação de alguns títulos de jornais:
- Público: «Trabalhar mais anos, descontar mais e receber menos reforma»
- Diário de Notícias: «Reformas mais baixas para todos já em 2007»
- Jornal de Notícias: «Menos reforma e mais longe»
- 24horas: «Sócrates deixa de garantir reformas aos 65 anos»

Em dois dos jornais económicos, a história é um pouco diferente:
- Jornal de Negócios: «Pensões mudam você escolhe»
- Diário Económico: «Governo garante reformas mas pede mais anos de trabalho»
- Semanário Económico: «Governo estuda carreira contributiva com 42 anos»

Uma vez mais os roubos dos sucessivos governos (já aqui denunciados) são "esquecidos". Quem paga são os mesmos de sempre com a agravante de daqui a uns anos certamente haverá outros Sócrates com a mesma conversa.

E agora toca a trabalhar antes que o Sócrates nos apanhe a conversar...


retirado de:
http://obitoque.blogspot.com/

quarta-feira, abril 26, 2006

A quem aproveita?

Algo, que não só a estupidez, há-de explicar este desproporcionado ruído provocado pela divulgação de um relatório do SIS sobre o perigo da extrema-direita em Portugal.Interrogo-me o que terá motivado este excelente serviço publicitário levado a cabo pelos nossos sempre prestimosos serviços de informações aos bandos de apelidados nacionalistas.As TV´s, para além de divulgação ad nauseam da imagem de uma manifestação de alguns amalucados que se passearam há tempos pela baixa de Lisboa, chegaram ao cúmulo de dedicar debates (a SIC-Noticias está neste momento a transmitir, pasme-se, uma discussão em antena aberta com a presença de um alegado especialista!) e análises onde tudo se mete no mesmo saco (racismo, violência, nazismo, fascismo, extrema-direita, nacionalismo...).De tudo resulta, na essência, o aproveitamento de movimentos cuja representatividade ou capacidade de actuação jamais justificariam tamanha promoção.

Retirado de:
http://www.quartarepublica.blogspot.com/

terça-feira, abril 25, 2006

sexta-feira, abril 21, 2006

A Múmia

«Foi ali (...) que viu pela primeira vez o seu retrato oficial como Presidente da República. Lá estava, já emoldurado, presidindo da parede, como lhe competia, ao lugar onde foi assinado o livro de honra do aquartelamento. "Ainda não tinha visto a fotografia oficial", confessou, aparentemente apanhado de surpresa. Gosta? perguntaram-lhe os jornalistas. "Ainda tenho que ver com mais cuidado", respondeu Cavaco, cauteloso como sempre»Filipe Santos Costa

DN, 21-4

sábado, abril 15, 2006

Liberdades


A FNAC retirou um cartaz que utilizava a imagem de uma mulher crucificada, numa postura similar à do Cristo de Velásquez, para anunciar uma exposição no seu centro na ilha Diagonal dedicada ao primeiro número da revista "C International Photo Magazine", fundada pela psicóloga Elena Ochoa.
Vários colectivos católicos haviam protestado e a multinacional francesa cedeu às suas pretensões.

Publicado em:
http://www.redasociativa.org/elinsurgente/modules.php?name=News&file=article&sid=4629

Cuba e vida


Cuba tem o maior nivel de esperança de vida da América Latina.

Segundo o último relatório da OMS na América Latina, Cuba está à frente no nivel de esperança de vida com 78 anos, seguida do Chile e da Costa Rica com 77, a Argentina, Uruguay e Venezuela com 75 anos, posteriormente está o México com 74 e o Perú com 71.

À frente desta lista a nivel mundial vem o Japão com 82 anos de esperança de vida, para a sua população.

EUA pedem 'desculpas' pela destruição da Babilônia


Um oficial da marinha americana pediu “desculpas” pela destruição causada pelas tropas nos monumentos arqueológicos da Babilônia, no Iraque.
Entre os vários danos, as tropas dos Estados Unidos asfaltaram largas áreas da cidade para fazer estacionamentos e um heliporto, destruíram pavimentos de cerca de dois mil anos com o peso dos veículos militares e fizeram barricadas enchendo sacos com material arqueológico.
O teto de um edifício vizinho ao heliporto desmoronou em virtude da vibração causada pelos helicópteros.
Os estragos causados pelas forças americanas levarão “décadas” para ser restaurados, segundo Donny George, diretor da entidade iraquiana encarregada de preservar monumentos históricos.
Em entrevista à BBC, o coronel John Coleman admitiu os danos e pediu desculpas, mas argumentou que as perdas teriam sido maiores se as tropas não tomassem o local, porque ele ficaria à mercê de saqueadores.
Os jardins suspensos da Babilônia estavam entre as sete maravilhas do mundo antigo.

Publicado por:http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2006/04/060414_us_desculpas.shtml

II República espanhola


Comemoram-se hoje os 75 anos de instauração da II República espanhola (1931-39). Quase três décadas depois do fim do franquismo, a democracia espanhola continua sem prestar homenagem às vítimas da guerra civil e da ditadura. Aqui fica um pequeno gesto de homenagem a todos os que lutaram pela liberdade e em defesa da Républica Espanhola, que volte depressa!

O exemplo e as alternativas

Com 120 ausentes, das quais 13 justificadas, a Assembleia da República deu bronca. Como foi votação nós até soubemos, mas infelizmente os relatos são bem mais frequentes nas dicussões. Dois terços (67!!!) dos deputados do PSD, 40 por cento dos do PS honraram-nos em não estar presentes. É bom que os podres desta democraciazita se saibam. Especialmente quando andam a exigir ao pessoal rigor, profissionalismo, e tudo o mais.

Estes senhores, que tanto gostam de culpar os funcionários públicos por tudo o que acontece de errado no país, conseguiram ir de férias mais cedo que estes e assinar o livro de presenças ao mesmo tempo.Infelizmente, em Portugal há muito que somos governados (e deixamo-nos governar) por uma elite parasitária, corrupta e incompetente.

Os Verdes, o BE e o PCP marcaram presença e distinguem-se uma vez mais como os mais competentes e responsáveis neste país de opereta. Esta esquerda (dita por uns radical) apresenta muitas reformas válidas ou pelos menos racionais, em muitos casos medidas já em vigor noutros países. A manipulação forte dos media, a ignorância e preconceitos antigos são alguns dos factores que lhes impedem crescer em votação. Dá vontade de clamar deêm-lhes o governo para que surja o espaço para alternativas à sua esquerda.

editado em:
http://obitoque.blogspot.com/

sexta-feira, abril 14, 2006

A Visita

"Passado um mês sobre a tomada de posse – tempo aproveitado, segundo o próprio, para «se informar», o que é natural num homem com uma carreira de bom aluno - o novo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, fez a sua primeira visita oficial escolhendo um hospital pediátrico (o D. Estefânia, em Lisboa) para a sua presidencial estreia. E explicou porquê: porque estivera ali várias vezes «em resultado do internamento de familiares», generalidade que a mulher, Maria Cavaco Silva, se encarregou de amiudar uns passos atrás (como manda o protocolo das «primeiras-damas»), esclarecendo tratar-se dos netos de ambos, como é o caso do «António» que «já depois de o meu marido tomar posse, passou aqui um domingo inteiro», amenidade que o mais alto magistrado da Nação não resistiu a ilustrar quando, mais adiante, chegou ao agora famoso «quarto 10» e proclamou para a comitiva e para o País, apontando entusiasmado uma cadeira azul: «Era aqui precisamente! Passei muitas horas naquela cadeira!» ."

(...)" ,impõe-se-nos a desconfiança de que o actual Chefe de Estado, com o aplauso do Governo, terá iniciado uma peregrinação aos locais mais significativos da sua vivência familiar, elevando-os, pela sua presidencial visita, à dignidade de monumento nacional que a História, decerto, registará com o adequado nome de «Família Cavaco Silva», algo, convenhamos, bem mais consistente que a outrora famosa «Vivenda Mariani».Uma coisa é certa: Cavaco Silva aparenta ter, da função presidencial, um entendimento algo majestático, assim uma espécie de pulsão semelhante à que levava D. Pedro V aos hospitais. Será isto que ele chama «começar uma outra fase» da sua acção em Belém?"

http://www.avante.pt/noticia.asp?id=13803&area=29

Pouco a pouco

O importante, não é que Prodi tenha vencido, é que Berlusconi tenha perdido. Pouco a pouco - muito pouco a pouco -, o mundo vai tendo melhor pinta.

É obvio

"O Contrato para o Primeiro Emprego (CPE) de Villepin, não é nada que o governo de Sócrates não pudesse propor"António Lobo de Xavier, in Quadratura do Círculo

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terça-feira, abril 11, 2006

Lisboa alberga líderes de 300 maiores empresas do mundo


De acordo com o jornal Público, Lisboa será nos dias 16, 17 e 18 de Setembro palco de recepção de cerca de 300 altos-quadros e dirigentes de multinacionais, como a BP, Pepsi, Motorola, Disney, Shell ou Texaco. O presidente da câmara municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues declarou que a escolha para o local do evento se deveu ao facto de Portugal estar longe do mapa do terrorismo e da insegurança. Depois de Bill Gates, Portugal parece querer reforçar o seu papel de pensão luxuosa da grande criminalidade legal. A presença dos grandes responsáveis por um mundo mais desigual e injusto, em que a pobreza, a miséria, a precaridade e a destruição ambientais constituem factores de captação de investimento, deverá ser alvo de uma resposta nas ruas. Definitivamente, não queremos ser parte do mapa do terrorismo e da insegurança. Pela nossa parte, estamos dispostos a participar na organização de acções que demonstrem a nossa indignação com a visita destas pessoas.

Retirado de:
http://rb02.blogspot.com/

domingo, abril 09, 2006

Bush prepara plano de ataque ao Irão


Os Estados Unidos estão a preparar planos detalhados para bombardear o Irão e admitem usar armas nucleares tácticas. Esta é a ideia central de um artigo publicado pela revista norte-americana New Yorker, onde se afirma que grupos de combate já se infiltraram em território iraniano, com o objectivo de recolher informação e desestabilizar o regime. A estratégia da administração Bush é derrubar o Governo e impedir o Irão de construir bombas atómicas.No artigo, assinado por Seymour Hersh, as acusações mais importantes são feitas por fontes não identificadas, nomeadamente um conselheiro do Pentágono e um militar de alta patente.A Casa Branca está convencida de que a actual liderança iraniana, incluindo o Presidente Mahmoud Ahmadinejad, tem de ser afastada, pois usará as bombas atómicas que conseguir construir. Aparentemente convicta de que acções clandestinas não chegarão para derrubar o regime, a administração Bush não acredita numa solução diplomática.Hersh cita um membro do Congresso que teve conhecimento do conteúdo de reuniões de informação sobre o planeamento em curso. Este político (que não esteve presente nesses briefings) afirma que existe forte pressão política no sentido de serem usadas armas nucleares para destruir instalações subterrâneas.No artigo afirma-se que operações de intimidação dos iranianos estão em curso e há duas fontes diferentes que confirmam a preferência pela opção nuclear, apesar da oposição de militares cuja posição implica o afastamento das decisões.Há centenas de alvos definidos e a provável reacção dos iranianos a um bombardeamento é discutida em pormenor. A destruição de campos petrolíferos, interrupção da rota pelo Estreito de Ormuz, fácil ocupação do Sul do Iraque e ataques a interesses americanos são as opções de Teerão. Um operacional da CIA descreve os líderes iranianos como "loucos", ou "xiitas apocalípticos"; outras fontes dizem que Ahmadinejad não tem todo o poder e que depende do Líder Supremo, Ali Khamenei. Enfim, outro ponto do artigo é a discussão sobre o tempo de que necessita o Irão para construir uma bomba atómica. Oito anos, diz um perito; dois, no máximo, é a tese que justifica a estratégia da Casa Branca.

publicado em:
http://dn.sapo.pt/2006/04/09/internacional/bush_prepara_plano_ataque_irao.html

Irão ou não irão?

Os Estados Unidos intensificaram as suas atividades clandestinas dentro do Irão como preparação para um possível ataque aéreo ao país, informou o jornalista Seymour M. Hersh em artigo no site da revista norte-americana New Yorker.

Tenha Medo, Tenha Muito Medo”








Ver reportagem aqui:
http://www.time.com/time/archive/preview/0,10987,1176980,00.html

sábado, abril 08, 2006

Uma farsa dos nossos tempos

por Luís Carapinha

Os resultados das eleições de 19 de Março na Bielorússia deixaram os EUA e a UE no limiar de um acesso de histeria. A avaliação, pertencente ao Ministério dos Negócios Estrangeiros bielorusso, não é exagerada. Tal como já ocorrera nas eleições de 2001, a tentativa de desestabilização golpista na Bielorússia, decretada pelos EUA de "última ditadura da Europa", saldou-se num fiasco que importa assinalar. Na capital da antiga república soviética, a escassez de participantes na tramóia pós-eleitoral pré-programada foi por demais evidente, apesar do alarido mediático que chegou até nós pela mão da comunicação social dominante, sequiosa de novas “revoluções coloridas” a Leste e, em particular, na Bielorússia. Revelaram-se em vão os esforços de diligentes personagens do calibre de Javier Solana, o homem a quem, na qualidade de secretário-geral da NATO, coube há sete anos dar luz verde ao início da criminosa agressão contra a Jugoslávia e que é hoje o rosto da Política Externa e de Segurança Comum da UE. Segundo a agência RIA Novosti (26/03/06), que cita a televisão bielorussa, Solana forneceu directamente indicações ao candidato opositor derrotado, Milinkevitch, sobre a organização de acções de protesto. Facto ilustrativo do gravíssimo rol de pressões e ingerências do imperialismo em todo o processo. E também do servilismo de uma "oposição democrática" apaparicada pelo grande capital e dependente do apoio externo. Sobre um país soberano e independente, que se opõe ao alargamento da NATO e não manifesta desejo de aderir à UE, abate-se a torrente “democratizante” do imperialismo, que não ainda a “democratizadora” chuva de mísseis de que estas coisas se vão tornando precursoras na actual desordem mundial. Inquisitoriais, EUA e a UE não reconhecem os resultados eleitorais. Para a NATO, que também tem opinião na matéria, as eleições não foram democráticas. O parecer da OSCE, invariável, não destoa. O presidente do Conselho da Europa, de onde a Bielorússia foi "democraticamente" suspensa em 1997, multiplica-se em sentenças sobre a ilegitimidade do poder bielorusso. De Washington e Bruxelas decretam-se sanções contra Minsk e ameaça-se com a criminalização da direcção bielorussa. Dos contrafortes caucasianos ressoa o chamamento "democrático" de Saakashvili, prometendo a liberdade para a Bielorússia. Não fosse o assunto sério, seria caso para rir. Não importa o estado de ruína social em que se encontra a Geórgia, nem as crescentes tentativas do seu presidente, através das bandeiras do fanatismo nacionalista e mercê do apoio e assistência directas dos EUA, de impor um regime militarista e repressivo. Não foi essa a ordem saída da aclamada “revolução das rosas” de 2003 ? A campanha contra a Bielorússia finge ignorar a realidade do país. E esta mostra que os direitos sociais da sua população são superiores à dos países vizinhos, o que se reflecte em níveis de pobreza e desigualdades anormalmente baixos para os tempos que correm, e ainda mais na região em causa. Ora, tal "proeza" foi conseguida precisamente contra o diktat das receitas neoliberais e os desígnios da dominação imperialista. O seu exemplo é na verdade inquietador para a acção, que une os EUA e a UE, apesar de tudo o que os divide, de consagrar mundialmente uma ordem exploradora e espoliadora. Um pingo de honestidade exigiria, no mínimo, o reconhecimento na experiência e curso bielorussos dos esforços de reposição e defesa de direitos humanos básicos - ao trabalho, habitação, saúde, educação e cultura – que, precisamente, a ofensiva imperialista coloca hoje universalmente em causa. É bom não esquecer – como o confirmam vários relatórios da ONU – que a degradação social e a quebra da esperança de vida resultantes do fim da URSS e da restauração capitalista implicaram o desaparecimento de milhões de seres humanos. Trata-se de um autêntico genocídio a conta-gotas, ainda não terminado. Mas isso, como se sabe, não faz parte das preocupações humanitárias da cada vez mais estafada "democracia" de classe do capital e da sua corte mediática. O original encontra-se em http://www.avante.pt/noticia.asp?id=13598&area=24 Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

CME suspendeu arquitecto por não aceitar cunha


Tribunal que apreciou providência cautelar considerou pena indevida e mandou suspendê-la. Chefe de divisão e vereador deferiram o pedido que o arquitecto recusara.A recusa de proceder à apreciação de um pedido de licenciamento de utilização de um prédio – por considerar que fazê-lo naquela ocasião violava a ordem de entrada dos processos – valeu a Ricardo Carriço, arquitecto na Câmara de Évora, um castigo de um ano de inactividade e perda de vencimento. A sanção acabou por ser suspensa, em Fevereiro, pelo Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Beja até decisão final do caso.A 23 de Fevereiro de 2005, Ricardo Carriço foi abordado por José Avelar, chefe da Divisão de Obras Particulares (DOP) em que está colocado, para que desse prioridade à apreciação de um processo, alegando o superior que tinha urgência em vê-lo concluído. Para dar sequência a esse pedido, Ricardo Carriço pediu que ele fosse feito por escrito e fundamentando as razões da urgência, uma vez que havia processos mais antigos à espera.Depois de ter tomado conhecimento da posição do arquitecto, Irene Ramos, uma chefe de secção dos serviços camarários, deslocou-se ao gabinete de Ricardo Carriço - conforme refere nas declarações que prestou no âmbito do inquérito disciplinar depois levantado ao arquitecto - e manifestou-lhe "a sua indignação por um comportamento tão indecoroso e insensível com efeitos internos e externos desastrosos". Irene Ramos, que no início do caso terá recebido instruções do vereador do Urbanismo, Miguel Lima, para contactar José Avelar, no sentido de ser dada prioridade à conclusão daquele processo, advertiu Carriço para as consequências da sua atitude, afirmando que se tratava "de um caso de vida ou de morte".As razões que motivaram a sua interferência foram associadas pela própria ao relacionamento que mantivera, durante uma operação de recenseamento eleitoral, com a esposa do proprietário do prédio que dera origem ao conflito na DOP. Irene Ramos alega no processo que aquela lhe pedira para acelerar a aprovação da licença de utilização, por forma a obter um empréstimo bancário para liquidar encargos com tratamentos médicos.Face a esta situação, Ricardo Carriço fez chegar a Irene Ramos o seguinte recado: "Se queria meter uma cunha não era a mim que se devia dirigir". Pouco depois deparou-se com o processo de licenciamento em cima da sua secretária, com uma anotação deixada num post-it para o despachar. Acedendo ao pedido da chefia, analisou o processo e informou, por escrito, que "a ampliação [feita no prédio] não se encontra licenciada nem é licenciavel uma vez que viola o disposto no Plano Director Municipal".No mesmo dia, apesar da informação do arquitecto, José Avelar aprovou a ampliação e o vereador Miguel Lima despachou favoravelmente a licença. Nas declarações que prestou no processo de inquérito, o chefe de divisão, diz que se viu "na contingência de intervir no sentido de solucionar a questão posta pela requerente de obter efectivo licenciamento de construção".Irene Ramos fez depois uma participação contra Ricardo Carriço ao presidente da câmara, José Ernesto Oliveira (PS), propondo que lhe seja dado "um sério correctivo que o leve a ponderar melhor a sua insuportável arrogância recorrente". Aberto o processo disciplinar, a acusação foi concluída logo a 5 de Março de 2005, sendo depois aplicada ao arquitecto uma sanção disciplinar de um ano de inactividade sem remuneração.Inconformada, a defesa do funcionário recorreu da decisão para o TAF, solicitando a suspensão da eficácia da deliberação tomada pela Câmara de Évora enquanto não fosse apreciado o recurso relativo ao processo disciplinar. O tribunal considerou procedente o pedido, declarando "ineficazes os actos de execução indevida". O processo principal continua, entretanto, a seguir os seus trâmites, aguardando-se a decisão final.Arquitecto já teve três processosO primeiro processo de inquérito movido a Ricardo Carriço pela Câmara de Évora, foi decidido em Março de 2002, na sequência de um parecer que emitiu contra um pedido de viabilidade de construção. Na sua apreciação, entendeu que o terreno estava destinado a fins agrícolas e que não era permitida a construção urbana no mesmo. A chefia pediu-lhe que reapreciasse o caso, alegando que o vereador Miguel Lima não aceitava as suas razões, mas Carriço manteve, na íntegra, o seu parecer.O vereador exigiu uma nova apreciação do processo e este acabou na Divisão Jurídica da câmara, que veio a perfilhar a opinião já expressa por Ricardo Carriço. Mas quando o parecer dos juristas chegou, Miguel Lima já tinha deferido o pedido do empreiteiro e instaurado um inquérito ao arquitecto. Em Julho de 2003, o mesmo autarca ordenou a abertura de um novo inquérito ao mesmo técnico, desta vez por causa das suas resposta ao inquérito anterior.Cinco meses depois foi instaurado mais um inquérito disciplinar contra ele, agora, por ter posto em causa um despacho de Miguel Lima, alegando que violava o PDM de Évora. Os três processos foram entretanto arquivados conforme consta de uma certidão emitida pelo município.Domingas Rodrigues, advogada de Ricardo Carriço, afirma na sua contestação, que as várias tentativas de sancionar o seu constituinte "não tiveram outro objectivo se não o de pressionar o arguido a assumir orientações na análise dos projectos de arquitectura submetidos à sua apreciação, que são contrárias à sua opinião técnica".O PÚBLICO dirigiu a José Ernesto Oliveira várias perguntas sobre este caso, mas o autarca escusou-se a falar, alegando que não deve pronunciar-se por o processo estar em tribunal. E acrescentou que, por se tratar de uma matéria disciplinar, "apenas diz respeito às relações de trabalho entre entidade pública e um seu funcionário". Ricardo Carriço escusou-se igualmente a comentar o assunto.Carlos Diasin PÚBLICO de 2 de Abril de 2006

Achegas para confirmar a superioridade moral da Civilização Ocidental

A notícia do Guardian que ontem foi amplamente referenciada pela BBC, CNN e Sky merecia outro tratamento que não a amalgama que o LR aqui fez. Merecia pelo menos ser tratada isoladamente e devidamente enquadrada. Por falta de tempo para mais, lembro que a capitulação da Alemanha e o fim da guerra na Europa se registou em 7 de Maio de 1945 e deixo aqui pelo menos a tradução desta notícia do Guardian, que os comentários acima sugerem que nem todos a compreenderam devidamente:

"As fotos da pós-guerra que as autoridades britânicas tentaram manter escondidas
• revelado o tratamento a suspeitos de serem comunistas
• 4 levados a julgamento marcial depois do inquérito de inspectores da polícia
Guardian, Ian Cobain, segunda-feira, 3 Abril, 2006
Durante quase 60 anos a evidência dum programa Britânico clandestino de torturas na Alemanha do pós-guerra, tem permanecido escondido nos arquivos governamentais. As fotos dilacerantes de jovens que sobreviveram, sendo sistematicamente submetidos à fome, bem como agredidos, privados de sono e expostos ao frio extremo, foram consideradas demasiado chocantes para serem vistas.
Como um ministro da época escreveu, o mínimo possível de pessoas devia estar ao corrente que as autoridades britânicas tinham tratado prisioneiros “num modo semelhante ao dos campos de concentração alemães ". Muitas outras fotos que se sabe foram tiradas desapareceram dos arquivos e mesmo este ano alguns funcionários do governo argumentavam que nenhuma devia ser publicada.
As fotos mostram suspeitos de serem comunistas que foram torturados numa tentativa de obter informação acerca das intenções militares soviéticas e métodos de informação numa altura em que alguns funcionários britânicos estavam convencidos que uma terceira guerra mundial estava somente a meses de distância.
Outros interrogados na mesma prisão, em Bad Nenndorf, perto de Hanover, incluíram nazis, proeminentes industriais alemães do tempo de Hitler, e antigos membros das SS.
Pelo menos dois suspeitos de serem comunistas passaram fome até morrer, pelo menos um foi espancado até à morte, outros sofreram doenças e feridas sérias, e muitos perderam dedos com o gelo.
O incrível tratamento dos 372 homens e 44 mulheres que foram interrogados em Bad Nenndorf entre 1945 e 1947 está detalhado num relatório feito por um detective da Scotland Yard, o inspector Tom Hayward. Ele fora chamado por funcionários superiores do exército para investigar o mau tratamento aos presos, parcialmente como um resultado da evidência que estas fotos forneceram.
O relatório do inspector Hayward permaneceu secreto até Dezembro passado, quando o Guardian conseguiu a sua publicação sob o Freedom of Information Act. As fotos mostradas aqui foram sonegadas antes do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) libertar o relatório, aparentemente porque o Ministério da Defesa não queria que fossem publicadas. Essa decisão foi anulada a semana passada, na sequência do recurso do Guardian.
Um dos homens fotografados, Gerhard Menzel, 23 anos, um estudante, foi preso por agentes secretos Britânicos, em Hamburgo, em Junho de 1946. Tinha-se tornado suspeito porque se acreditou que tinha viajado para a zona da Alemanha controlada pelos Britânicos de Omsk, na Siberia, onde tinha estado como prisioneiro de guerra. O seu peso, medido algumas semanas depois da sua prisão nos 10st 3lb, caíu para 7st 10lb pela altura em que foi transferido de Bad Nenndorf para um campo de detenção Britânico oito meses mais tarde.
Na ocasião, ele disse a Hayward, que as suas mãos tinham sido acorrentadas atrás das costas durante 16 dias uma vez, períodos durante o qual ele foi repetidamente esbofeteado na cara. Ele foi mantido numa cela vazia e frígida durante duas semanas uma vez e mergulhado em água fria todos os 30 minutos desde as 4.30 da manhã até à meia-noite, uma prática que o detective descobriu ter sido corrente.
Um médico do campo de detenção relatou que o senhor Menzel foi um de um grupo de 12 detidos transferidos de Bad Nenndorf, todos magríssimos e vestidos com farrapos. Os chegados antes também estavam meios mortos de fome. Alguns tinham feridas faciais, aparentemente resultantes de espancamentos. Uns poucos tinham feridas na pele, que se diziam ter sido o resultado da tortura feita com parafusos que tinham sido recuperados duma prisão da Gestapo em Hamburgo.
O senhor Menzel "era só pele e ossos," escreveu o médico. "Ele não conseguia nem andar nem estar de pé sem ajuda, e só conseguia falar com dificuldade porque a sua língua e lábios estavam inchados e partidos”.
"Era impossível medir a sua temperatura corporal porque não era superior aos 35 graus Celsius e o termómetro só começava nos 35."
O preso estava também confuso, ansioso e sofria de lapsos de memória, os seus pulmões estavam seriamente infectados e a pressão sanguinia estava perigosamente baixa. Somente depois de ser lavado, alimentado e aquecido com lâmpadas a sua temperatura subiu aos 36.3C, mas o médico receava que a sua chance de sobreviver era mínima.
Outro homem fotografado, Heinz Biedermann, 20 anos, um empregado, fora preso em Outubro de 1946 porque estava na zona Britânica, enquanto que o seu pai, que vivia em Stendal na zona Russa, fora identificado como sendo “um comunista ardente”. Pela altura em que fora transferido de Bad Nenndorf quatro meses mais tarde o seu peso descera de 11st 3lb para 7st 12lb. Ele disse que fora mantido em prisão solitária a maior parte do tempo, ameaçado com execução, e forçado a viver e a dormir em temperaturas abaixo de zero com pouca roupa.
Um guarda do exército Britânico disse ao Inspector Hayward que o senhor Biedermann se “gastara como uma vela” durante o seu internamento. Um outro, um soldado do Regimento de Essex Regiment, disse ao detective que se queixou que ele e os seus camaradas se comportavam tão mal quanto os alemães. "Eu tornei-me muito impopular depois disto ... o sargento não levou muito bem a minha observação."
Sobre a transferência do senhor Biedermann para o campo de detenção, um funcionário de Bad Nenndorf requereu que ele ficasse detido “por um período adequado” para evitar que ele desse aos Soviéticos "informações detalhadas deste centro e dos métodos de interrogatório".
Os relatórios do MNE mostram que o oficial da marinha que comandava o campo de detenção, o Capitão Arthur Curtis, estava tão chocado com as condições dos homens que lhe enviavam que ordenou que fossem tiradas fotos como suporte das suas queixas acerca do tratamento destes “esqueletos vivos”.
Fotos de vários outros presos, tirados na mesma altura, parecem terem-se sumido dos arquivos do MNE.
No outro lado da zona Britânica, entretanto, um oficial da Royal Artillery queixava-se do estado dos detidos de Bad Nenndorf que eram atirados dum camião para a entrada dum hospital militar. Alguns pesavam menos de seis stones, e dois morreram pouco depois da sua chegada.
Os relatórios mostram que Bad Nenndorf dependia dum departamento do Gabinete de Guerra chamado o Combined Services Detailed Interrogation Centre (CSDIC).
Pelos fins de 1946, o CSDIC parece ter perdido o interesse nos nazis, e estava a perseguir os comunistas. Parece que os presos estavam a ser interrogados mais acerca dos métodos e das intenções Soviéticos do que do próprio Partido Comunista.
Alguns dos detidos de Bad Nenndorf's estavam na verdade a espiar para os Soviéticos: um preso que era meio-norueguês e meio-russo, disse a Hayward que era um oficial no NKVD, o precursor do KGB, e que tinha estado a operar conyinuamente na Alemanha desde 1938. Um outro, um jornalista alemão que tinha sido libertado pelos soviéticos duma prisão da Gestapo, foi apanhado a voar para o aeroporto de Croydon com papéis britânicos falsos. Ambos foram deixados morrer à fome e seriamente torturados.
Outros, claramente não eram espiões. Um homem que foi deixado morrer à fome era um ex-soldado gay apanhado com papéis falsos quando atravessava a zona britânica à procura do amante, e um outro era um jovem alemão que estava a ser interrogado porque se tinha voluntarizado a espiar para os britânicos na zona russa, e tinha sido erradamente tido como suspeito de mentir por causa dum erro no seu relatório médico.
Quatro oficiais britânicos foram julgados depois da investigação de Hayward.
Documentos desclassificados mostram que as audições foram feitas na sua maioria à porta fechada para evitar que os soviéticos descobrissem que havia russos a serem detidos.
É admitida uma outra consideração para a determinação de esconder a existência de várias outras prisões da CSDIC. Enquanto é sabido que um dos centros de interrogatório se localizava no centro de Londres, pouco se sabe dos da Alemanha.
A seguir aos julgamentos de guerra, a prisão em Bad Nenndorf, foi substituída por um centro de interrogatórios especialmente construído para esse propósito perto da base da RAF em Gütersloh, e foram dadas ordens para os detidos serem examinados por um médico antes do interrogatório. Não se sabe quando é que este centro foi fechado.
O único oficial de Bad Nenndorf a ser condenado foi o médico da prisão. Com 49 anos de idade, a sua sentença foi ser demitido do exército. O oficial comandante, Coronel Robin Stephens, foi inocentado da acusação de "conduta cruel " e foi-lhe dito que estava livre para se candidatar a reunir-se aos seus antigos empregadores no MI5. "

Colocado por "Margarida" nos comentários a um post do AspirinaB: "Mais três achegas para confirmar a superioridade moral da Civilização Ocidental"